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Capim Vetiver - Vetiveria zizanioides (L.) Nash

Por: Botânica Viveiro
Capim Vetiver - Vetiveria zizanioides (L.) Nash | Botânica Viveiro

O Capim-vetiver (Vetiver) é bastante conhecido desde os mais remotos tempos da antiguidade, cultivado há pelo menos 6.000 anos, foi largamente propagado ao redor do mundo pela importância na produção de óleo essencial aromático e por seus “poderes mágicos”. Atualmente é encontrado em quase toda região Pantropical do planeta.

O Vetiver é uma planta herbácea e perene (pode vegetar durante séculos), constituída por touceiras de arquitetura ereta, com folhas e hastes longas, delgadas e bastante resistentes e consistentes. A origem do Vetiver é ainda desconhecida, segundo alguns autores é proveniente das regiões pantanosas do subcontinente indiano (Vietnã, Sri Lanka, sul da Índia). Atualmente é cultivado em mais de 120 países e sua popularidade vem crescendo rapidamente.

O Sistema Vetiver (SV), que é baseado na aplicação do capim vetiver (Vetiveria Zizanioides L Nash, agora reclassificado como Chrysopogon Zizanioides Roberty L), foi desenvolvido pelo Banco Mundial para a conservação do solo e da água na Índia em meados de 1980.

Embora esta aplicação ainda desempenha um papel vital na gestão de terras agrícolas, P & D realizados nos últimos 20 anos demonstrou claramente que, devido às características extraordinárias do capim vetiver, SV pode agora ser utilizado como uma técnica de bioengenharia para estabilização de ravinas erodidas e em encostas, saneamento de águas residuais, fito-remediação de solos e águas contaminadas, e outros fins de proteção meio-ambiental.

O que faz o Sistema Vetiver trabalhar e como ele funciona?

SV é uma manutenção muito simples, prática, barata, de baixa manutenção e um meio muito eficiente de conservação do solo e da água, no controle de sedimentos, na estabilização e reabilitação de terras, e em fito-remediação. Uma existência vegetativa também é amiga do ambiente. Quando plantados em fileiras simples as plantas de vetiver formarão uma cobertura (barreira) o qual é muito eficaz em retardar e espalhar o escoamento da água, reduzindo a erosão do solo, conservação da umidade do solo e de segurar os sedimentos (resíduos) e produtos agrícolas químicos no local. Embora qualquer barreira (cobertura) de planta pode fazer isso, o capim vetiver, devido às suas características morfológicas e fisiológicas únicas e extraordinárias mencionadas a seguir, pode fazê-lo melhor do que todos os outros sistemas testados.

Além disso, a grande profundidade de seu grosso e massivo sistema vetiver de raízes liga-se ao solo e, ao mesmo tempo torna muito difícil de ser desalojado debaixo de fluxos de água em alta velocidade. Este sistema bem profundo de raízes, e de rápido crescimento também faz com que o sistema vetiver se torne muito tolerante à seca e altamente adequado para estabilização de despenhadeiros em encostas.

Classificação Sistemática:

  • Reino: Plantae
  • Divisão: Magnoliophyta
  • Classe: Liliopsida
  • Ordem: Poales
  • Família: Poaceae (ant.Gramineae)
  • Subfamília: Panicoideae
  • Tribo: Andropogoneae
  • Gênero: Vetiveria
  • Espécie: Vetiveria zizanioides (L.) Nash.
  • Sinonímia: Chrysopogon zizanioides (L.) Roberty.
Planta-de-capim-Vetiver-(Vetiveria-zizanioides)

Planta de capim Vetiver (Vetiveria zizanioides)

CARACTERÍSTICAS ESPECIAIS DO CAPIM VETIVER

Características morfológicas:

• Capim Vetiver não possui rizomas. Seu sistema radicular maciço finamente estruturado que pode crescer muito rápido, em algumas aplicações, a profundidade de enraizamento no primeiro ano pode chegar a 3-4m. Este sistema radicular profundo faz da planta vetiver extremamente tolerante à seca e difícil de desalojar-se pela forte correnteza.

• Caules eretos e duros, o qual podem enfrentar um fluxo de água relativamente

profundo.

• Alta resistência a pragas, doenças e incêndios.

• Uma cobertura densa é formada quando plantadas juntas agindo como um filtro de sedimentos muito eficaz e espalhador da água.

• Brotos novos desenvolvem-se da coroa subterrânea fazendo de vetiver resistente ao fogo, geada, tráfego e pressão de pastagem pesada.

• Novas raízes crescem a partir de nós quando enterrada por sedimentos capturados.

• Vetiver continuará a crescer com o lodo depositado eventualmente formando terraços, se os sedimentos presos não forem removidos.

Características fisiológicas

• Tolerância a extremas variações climáticas como secas prolongadas, inundações, submersões e temperaturas extremas de -15 ‘C a +55’C.

• Habilidade para voltar a crescer muito rapidamente depois de ter sido afetadas por secas, geadas, salinidade e condições adversas depois que o tempo melhore ou potenciadores de solo são adicionados.

• Tolerância à ampla faixa de pH no solo de 3,3 a 12,5 sem alteração do mesmo.

• Alto nível de tolerância a herbicidas e pesticidas.

• Altamente eficiente absorvendo nutrientes dissolvidos, tal como N e P e metais pesados, água poluída.

• Altamente tolerante ao crescimento médio elevado de acidez, alcalinidade, sodicidade e magnésio.

• Altamente tolerante a Al, Mn e metais pesados como As, Cd, Cr, Ni, Pb, Hg, Se e Zn nos solos.

Características ecológicas

Apesar da vetiver ser muito tolerante em alguns solos de extremas condições climáticas acima mencionadas, como gramíneas tropicais típicas, a vetiver é intolerante a sombras.

O sombreamento reduzirá seu crescimento e, em casos extremos, pode até eliminar o sistema vetiver a longo prazo. Portanto vetiver cresce melhor em ambiente aberto e livre de ervas daninhas, o controle a plantas daninhas deve ser necessário durante a fase de estabelecimento. Em terras instáveis ou erodíveis, Vetiver primeiro reduz a erosão, estabiliza a erosão do solo (especialmente despenhadeiros de encostas), em seguida, por causa dos nutrientes e conservação da umidade, melhora o seu microambiente para que outras plantas semeadas ou voluntárias possam estabelecer-se mais tarde. Devido a estas características a vetiver pode ser considerado como uma planta enfermeira (protetora) em áreas degradadas.

Riscos e impactos ambientais

O Vetiver é considerado uma das plantas mais seguras do mundo para utilização em fitorremediações. Fora de seu habitat natural o Vetiver não oferece qualquer risco de se transformar em erva invasora. Cultivado há séculos em várias partes do mundo, nunca houve qualquer registro de que qualquer planta tivesse “escapado” ás áreas de cultivo. O Vetiver nunca é agressivo, raramente produz sementes férteis, nunca produz rizomas, nem estolões, nem qualquer outra estrutura reprodutiva, só podendo ser multiplicado por subdivisões de touceiras ou cultura de tecidos in-vitro. Para a total eliminação do Vetiver basta arranca-lo e deixa-lo exposto ao tempo.

O extenso alcance das raízes do Vetiver, em profundidade, lhe confere uma surpreendente capacidade de resistência à seca prolongada, e uma extraordinária capacidade de recuperação após sofrer estresses, como queimada, pastoreio intensivo, alagamentos, etc. A espécie já demonstrou uma enorme qualidade de resistência ao ataque de pragas e doenças e ao acamamento por fortes ventos. A raiz do Vetiver apresenta um impressionante poder de penetração, de tamanho vigor, que pode inclusive transpor camadas com impedimentos rochosos. O sistema radicular agregante de solo, forma um grampeamento natural muito difícil de ser desalojado, como “pregos do solo”.

Solo-Planta-de-capim-Vetiver-(Vetiveria-zizanioides)

Plantio do Vetiver

A literatura pesquisada indica para a formação das barreiras deve ser realizado o plantio do capim Vetiver preferencialmente no início da estação chuvosa por meio de mudas sadias produzidas em sacolas espaçadas de 15 a 20 cm em linha. Caso se tenha dificuldades para produzir ou obter mudas em sacolas, o plantio também poderá ser feito através de mudas retiradas de touceiras com pelo menos dois perfilhos e parte da coroa e plantadas diretamente em covas ou sulcos, sendo recomendado reduzir o espaçamento entre mudas para 10 cm.

O plantio deve ser realizado em sulcos, ou em covas, adubados de acordo com as necessidades identificadas na análise do solo. Em geral se recomenda adubar com 40-60kg/ha de P2O5 e 30-40 kg/ha de K2O, e 30 kg/ha de N, em cobertura três meses após o plantio. Para solos mais degradados incluir de 0,5 a 1 litro de esterco bovino ou composto por cova. As barreiras com o capim Vetiver devem ser instaladas seguindo as curvas de nível do terreno, dependendo da situação, como áreas com voçorocas onde se deseja desviar o escoamento superficial a montante; estas barreiras podem ser implantadas com um pequeno desnível (3% a 5%), direcionando as águas do escoamento superficial para bacias de captação e/ou para locais de drenagem natural.

Para se definir a distância entre os cordões vegetados deve-se analisar um conjunto de informações, como a inclinação do terreno, a taxa de infiltração de água no solo, os índices pluviométricos, o estado de degradação do solo, seu uso atual e futuro. Quanto mais inclinada ou mais degradada for à área mais cordões com capim Vetiver deverão ser instalados. Em geral pode se seguir as mesmas recomendações para os terraços de base estreita, variando de 5 a 10 m. Para áreas destinadas a recuperação ambiental e/ou manejo agroflorestal a função principal dos cordões vegetados com capim Vetiver é propiciar condições para o estabelecimento inicial das mudas de espécies arbóreas e/ou arbustivas.

Posteriormente, com o crescimento das árvores e/ou arbustos o capim Vetiver reduz seu desenvolvimento e pode até morrer dependendo do grau de sombreamento sobre as touceiras. Em locais onde se deseja que as barreiras fiquem de forma permanente é necessário o controle de plantas de espécies trepadoras e das espécies de porte alto, que podem sombrear as barreiras e prejudicar seu desenvolvimento. Uma vez ao ano podem ser submetida à poda, devendo ser realizada adubação em cobertura de acordo com interpretações de análise do solo. O material extraído da roçada ou poda pode ser utilizado para artesanato, produção de composto ou para formação de cobertura morta sobre o solo. Em geral, após 6 meses do plantio as mudas já se transformaram em touceiras que vão fechando os vazios entre elas e formando uma barreira contra a erosão, sendo observado resultados mais eficazes após 1 ano. Por todas as razões apresentadas, o Vetiver é o capim campeão contra a erosão.

O Uso do Capim Vetiver (Vetiveria zizanioides) pelo o DNIT.

O DINIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte), em sua Norma DNIT 074/2006 – ES, onde teve a sua aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 11/07/2006.

Neste documento o órgão definiu e fixou a sistemática a ser usada na execução do tratamento ambiental de taludes de cortes, de aterros e em encostas à montante da rodovia, objetivando a redução dos custos de conservação rodoviária e o controle dos processos erosivos, associado à redução de run-off(fugir) dos fluxos pluviométricos atendidos pelo sistema de drenagem de proteção do corpo estradal, onde neste referido documento o Colegiado aprovou uso do Capim Vetiver nas obras que necessitam de barreiras para evitar o processo de erosão, no mesmo documento se faz esta nota técnica do referido Capim;

Capim vetiver (Vetiveria Zizanioides L.) É uma gramínea que se desenvolve com as mesmas características agronômicas do capim limão, entretanto, com o acréscimo de possuir um raizame muito intenso e bastante profundo, chegando a 5,00 m em casos de solos férteis, aumentando em muito o poder de contenção do solo. Suas touceiras atingem a altura de 0,50 a 1,00m, e são constituídas de estalões, unidos por um caule subterrâneo (rizoma) curto, formando unidades vegetativas que fornecerão as mudas para os próximos plantios.

O DNIT constituiu um Manual de Vegetação Rodoviário para trazer aos técnicos rodoviários além das Técnicas Usuais de Revestimento Vegetal, de acordo com os melhores procedimentos agronômicos, o descritivo das características dos ecossistemas onde se insere a malha rodoviária, o conhecimento das experiências vegetais agronômicas bem sucedidas de Reabilitação Ambiental de áreas degradadas vinculadas à região, tanto no setor rodoviário como em outros setores congêneres.

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Plantio do Vetiver em encosta próximo a rodovias no Brasil.

 

Empresa Fornecedora do Capim Vetiver no Estado do Rio Grande do Norte.

A empresa Botânica Viveiro produz e comercializa plantas nativas, ornamentais e frutíferas com certificação do Ministério da Agricultura e atua a mais de dez anos no mercado de paisagismo, jardinagem, reflorestamentos nativas recuperação de dunas e mangue, arborização de avenidas, praças e também na construção civil.

A Loja de comercialização está localizada a Margem da BR 101 Sul, na Avenida Adão Silveira, Nº 5950, Bairro de Candelária, Natal/RN.

O Viveiro de Produção de Mudas esta Localizado na Fazenda Capim, Município de Extremoz/RN á margem da BR 101 Norte, distante 10 km dos Primeiros Bairros da Zona Norte de Natal.

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